Yussef Ali Abdouni - Doctoralia.com.br
Especialista em mãos

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O que é o dedo em gatilho?

Muitas vezes não nos damos conta de quantas partes do nosso corpo trabalham para a realização de um simples movimento como o abrir e fechar das mãos, por exemplo. São músculos, ossos, ligamentos e, principalmente, os tendões. São eles os responsáveis por estabelecer essa ligação entre os músculos e os ossos e qualquer alteração nele, por menor que seja, pode tornar um movimento simples praticamente impossível de ser executado.

A doença, conhecida popularmente como dedo em gatilho, é cientificamente denominada como tenossinovite estenosante e ocorre quando há uma inflamação na bainha do tendão, impossibilitando progressivamente o portador de esticar o dedo, fazendo com que ele fique dobrado permanentemente. É ao nível das polias (túneis que estabilizam o movimento dos tendões) que acontece a resistência ao movimento dos tendões e, por tanto, onde ocorre o maior grau de inflamação e irritação.

Existem casos em que o dedo em gatilho pode ser congênito, ou seja, se manifesta e está presente desde o nascimento do indivíduo, estando relacionado ao estreitamento da polia ou à presença de um cisto, que limita a mobilidade do tendão. 

Com o passar do tempo, a situação tende a se agravar e quando a inflamação do tendão se torna crônica, pode-se notar a formação de um nódulo na base do dedo e quando o portador do problema tenta esticá-lo percebe um estalo.

O nível de gravidade de cada caso é definido de acordo com o grau da doença, por isso, é importante o diagnóstico precoce. Ao perceber que o dedo pode começar a travar, o paciente deve buscar o quanto antes o auxílio do médico ortopedista especialista em mãos.

A doença tende a se manifestar mais em mulheres a partir dos 40 anos, mas pode ocorrer em pessoas de todas as idades.

Quais são as causas?

Por causa da inflamação alocada na bainha do dedo, acontece a obstrução do movimento do tendão que causa o bloqueio total do dedo. Não existe uma situação específica apontada como sendo a causa do problema, mas existem alguns fatores que podem contribuir com o surgimento da doença ou até mesmo agravá-la. É possível que a origem dela seja genética e também pode piorar ao realizar movimentos repetitivos ou após a realização de esforço excessivo.

Outras pessoas que podem ter predisposição a adquirir a doença são os portadores de diabetes, hipotireoidismo, artrose e artrite reumatoide. Os graus de variação da doença variam entre casos muito leves e extremamente graves.

Sintomas mais comuns

O paciente que sofre com dedo no gatilho pode perceber facilmente pelo simples travamento do dedo. Além disso, pode ocorrer inchaço, dor na palma da mão, endurecimento do dedo, dor e o estalo ao tentar esticá-lo.

Nas crianças, o dedo em gatilho congênito pode se manifestar após o nascimento, sendo perceptível somente com o passar do tempo, quando os dedos começam a travar e, então, pode ser feita a constatação do diagnóstico. Quando se trata das crianças, a presença do nódulo na mão, a princípio, pode ser até confundida com um tumor, já que o cisto nelas é mais evidente. No início ela sente o dedo estalar ao realizar o movimento, já em estágio avançado o tendão é completamente afetado e o dedo bloqueado.

Como diagnosticar?

Somente a avaliação de um profissional qualificado irá trazer o diagnóstico e os possíveis tratamentos de acordo com os sintomas descritos pelo paciente. Após a análise o médico ortopedista especialista em mãos pode pedir, ainda, exames complementares como ultrassonografia e ressonância magnética.

Tratamentos disponíveis

O paciente pode optar por dois tratamentos: a cirurgia ou procedimentos que auxiliem na reabilitação.  É importante salientar que a fisioterapia, acupuntura e massagens são categorizadas, nesse caso, como procedimentos paliativos e não impedem que o quadro do paciente continue se agravando.

A cirurgia de mão é o método que oferece chances de cura total ao paciente. Nela, o nódulo é removido completamente, eliminando a causa do problema que gerava o travamento. Existem dois tipos de cirurgia de mão que podem ser realizados nesses casos: a tenólise e a liberação percutânea.

Na tenólise é realizada uma incisão na base dos dedos acometidos para a liberação dos tendões travados. É considerada mais simples e o procedimento dura alguns minutos. Além de ter baixos índices de complicação para o paciente, a cirurgia traz bons resultados a curto e longo prazo.

Já na liberação percutânea, uma agulha é utilizada no procedimento para destravar os dedos. Como nesse processo não há incisão, não é possível ver a estrutura das mãos, tendões e articulações, o que pode ser um problema e acabar acarretando em alguma lesão vascular ou nervosa nas mãos no momento do procedimento que é mais aplicado nos dedos anelar, médio e indicador.

Quando se trata de crianças, existe a possibilidade de que o problema regrida espontaneamente – existem chances de 30% de que isso ocorra. Por isso recomenda-se que a cirurgia seja feita somente após 18 meses de vida, período em que as chances de melhora diminuem e então a cirurgia deve ser feita para extração do nódulo.

O paciente que se submeter à cirurgia de mão, também deve passar por um processo pós-operatório seguindo as recomendações do médico ortopedista especialista em mãos. Ele deverá se movimentar livremente, podendo até mesmo praticar atividades físicas, conforme as orientações médicas.

Após a operação, o dedo em gatilho não tende a recidivar, pois a polia, uma vez aberta, não se fecha novamente. Contudo, isso não impede que a doença possa se manifestar em outro dedo.

O médico ortopedista especialista em mãos pode, ainda, indicar tratamentos complementares pós-operatórios com fisioterapia ou terapia ocupacional caso o paciente ainda sinta dificuldades na realização de movimentos simples como abrir e fechar as mãos.

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